ICE prende estudantes estrangeiros que teriam mentido sobre vínculos trabalhistas para se manterem nos EUA


O OPT permite que portadores de vistos de estudante ocupem vagas de trabalho na sua área de estudo (foto: pikabay)
O OPT permite que portadores de vistos de estudante ocupem vagas de trabalho na sua área de estudo (foto: pikabay)

O Immigration and Customs Enforcement (ICE) prendeu 15 estudantes estrangeiros que estariam usando de forma fraudulenta  o Optional Practical Training (OPT), para permanecer nos Estados Unidos.

O OPT permite que portadores de vistos de estudante ocupem vagas de trabalho no país em cargos relacionados à sua área de estudo por até um ano, podendo ser prorrogado por mais 24 meses.

Segundo o ICE, os estudantes presos teriam alegado estar empregados como OPT em empresas que  não existiam. 

“ O ICE tem um sistema de verificações em vigor para identificar  fraudes e está empenhado em proteger a segurança nacional, garantindo que os alunos, visitantes e escolas cumpram as leis de imigração dos EUA. Essas últimas prisões demonstram que a agência está ativamente visando indivíduos que tentam explorar o sistema de visto de estudante”, disse o diretor  interino do ICE, Tony Pham.

Já  a advogada de imigração, Renata Castro, fundadora do Castro Legal Group, considera que o foco nas investigações a respeito da conduta de estudantes portando vistos F1 e M1 é mais um indicativo de que o governo americano quer limitar o acesso a esses vistos. 

“Portadores de vistos de estudante que têm interesse em permanecer nos EUA de forma legal devem, sem sombra de dúvida, acelerar seu processo de planejamento para conhecer um empregador e obter o seu green card ou vistos de não-imigrante o quanto antes. O objetivo é evitar o impacto negativo em suas vidas por parte de medidas mais drásticas que o governo pode seguir implementando”, disse a advogada.

As 15 prisões ocorreram em Boston, MA; Washington, DC; Houston, Texas; Ft. Lauderdale, FL; Newark, NJ; Nashville, TN; bem como Pittsburgh e Harrisburg, PA, e incluiu 11 cidadãos indianos, dois cidadãos líbios, um nacional senegalês e de Bangladesh.


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