Polícia desmonta quadrilha que promovia “turismo de nascimento” em New York


No início do ano, o governo federal endureceu as regras para a entrada de grávidas nos EUA (foto: pixabay)
No início do ano, o governo federal endureceu as regras para a entrada de grávidas nos EUA (foto: pixabay)

Promotores federais do distrito do Brooklyn, em New York, estão acusando um grupo de seis pessoas de promoveram o chamado “turismo de nascimento “em Long Island, no estado de New York.

Segundo as autoridades, desde 2017 o grupo facilitou o nascimento de 119 bebês de mulheres da Turquia nos EUA, em troca de pagamentos que giraram em torno de $7,5 a $10 mil por gestante.

A acusação aponta que as mulheres entraram no país com visto de turista e receberam transporte, atendimento médico e hospedagem até o dia do parto.

Os custos dos nascimentos dos bebês, segundo os promotores, foram fraudulentamente cobrados do estado, causando ao Medicaid de New York um prejuízo de $ 2,1 milhões.

“Os réus lucraram com o desejo dessas mulheres de darem cidadania americana aos seus filhos, e o contribuinte americano acabou assumindo a conta”, disse ao jornal The New York Times (NYT), Seth DuCharme, procurador em exercício do Brooklyn. “A cidadania americana não está à venda e nossos programas de benefícios não são cofrinhos para os criminosos saquearem”, completou.

A investigação começou quando a polícia local recebeu uma denúncia de que um grupo de mulheres turcas, todas com o mesmo endereço, havia dado à luz na mesma época. Os investigadores então encontraram sete casas de parto em Long Island, onde as mulheres se encontravam.

As mães não foram indiciadas criminalmente e não são alvos da investigação. Mas segundo apurou o NYT, os promotores disseram que provavelmente as crianças perderão sua cidadania americana.

Os líderes da quadrilha irão responder por conspiração, fraude e lavagem de dinheiro. Quatro deles são cidadãos turcos e dois são cidadãos dos EUA que supostamente ajudaram a fraudar o sistema do Medicaid.

No início deste ano, o State Department aumentou a autoridade de oficiais de imigração impedirem que grávidas entrem no país de houver suspeitas de que elas teriam a intenção de dar à luz nos EUA. A regra, publicada no dia 24 de janeiro deste ano, descreveu a gravidez como “uma base inadmissível” para visitar o país.

Dados do State Department apontam que milhares de bebês nascem de turistas estrangeiros todos os anos, mas não há números oficiais.

Depois que os filhos cidadãos americanos completam 21 anos, eles podem transmitir a cidadania americana aos pais.


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