Tribunal autoriza fim do programa de proteção humanitária a 300 mil imigrantes


Imigrantes protestam contra a retirada do Temporary Protected Status (TPS)
Manifestantes protestam contra a retirada do Temporary Protected Status (TPS)

Mais de 300 mil imigrantes de El Salvador, Nicarágua, Haiti e Sudão podem enfrentar a deportação já no próximo ano, após uma decisão anunciada nesta segunda-feira (14) pelo Tribunal de Apelações do 9º Circuito dos EUA.

Essas pessoas eram beneficiárias do Temporary Protected Status (TPS), programa criado em 1990 para oferecer proteção humanitária a certos imigrantes que não podem retornar aos seus países devido a distúrbios civis, violência ou desastres naturais.

A medida que retira a proteção desses imigrantes foi proposta pelo presidente Donald Trump em 2017. Os magistrados que votaram em favor da medida argumentaram que a natureza “temporária da proteção foi abusada e essas pessoas precisam voltar para casa”.

Durante quase duas décadas, os governos anteriores renovaram o TPS, medida que foi interrompida pela atual administração.

Wilna Destin, titular do TPS que mora na Flórida, disse durante uma entrevista coletiva pelo Zoom com advogados de imigração, que a decisão aumenta o estresse já sentido devido à covid-19. Ela chamou a decisão de “outro desastre”.

Cálculos da New American Economy dão conta que os titulares do TPS contribuíram para a economia americana fazendo parte da força de trabalho, pagando impostos, contribuindo para a seguridade social e o Medicare, e como empresários. Encerrar o programa custaria ao país $ 45,2 bilhões a menos no produto interno bruto em uma década, estimam os pesquisadores da New American.

Ainda segundo o levantamento, os estados mais afetados financeiramente com a retirada desses imigrantes seriam Flórida, Nova York, Califórnia, Texas, Maryland e Virgínia.


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