Vendas de armas e munições nos EUA disparou desde o início da pandemia


Lado de fora de uma loja de arnas 'Ammo'( foto: flickr)
Lado de fora de uma loja de arnas ‘Ammo'( foto: flickr)

Enquanto aumenta o número de pessoas contaminadas pelo coronavírus nos Estados Unidos: Mais de 4 milhões de infectados e 152 mil mortos até esta quarta-feira (29), os americanos fazem fila do lado de fora das lojas de armas e munições. Teoricamente, o inimigo seria um ser microscópico: O Covid-19. Ou melhor, o caos social que esse vírus pode provocar em uma sociedade fragilizada.

Andy Raymond, de 40 anos, é o dono da Engage Armament, em Rockville, Maryland. Em entrevista ao jornal El País, Raymond disse que o que está vendo nestes meses é incomum. “Vendemos muito mais do que o habitual desde março até agora, batemos o record de vendas de 2012. Em maio, vendemos cerca de 80 mil balas em um dia. Nossos fornecedores não podem mais nos abastecer”, disse Raymond. “A maioria é de gente que vem comprar sua primeira arma. A pandemia fez com as pessoas ficassem com medo”, completa.

As vendas no período entre 23 de fevereiro e 23 de julho do portal Ammo.com, um dos líderes em vendas de munições online, aumentaram 68% em comparação com o mesmo período de 2019. “Sabemos que certas coisas têm impacto nas vendas de munição, especialmente eventos políticos ou instabilidade econômica, quando as pessoas temem que seus direitos podem acabar sendo violados. Esta é a nossa primeira experiência com um vírus que leva a esse aumento nas vendas”, disse em um comunicado Alex Horsman, diretor de marketing da Ammo.

Fotos de longas filas em lojas de armas por todo o país se tornaram virais nas redes sociais. Algumas, na Califórnia, davam a volta no quarteirão. Para muitos compradores, eles estão apenas fazendo valer o direito garantido no artigo segundo da Constituição americana. Diz o artigo segundo : ” Sendo uma milícia bem regulamentada necessária para a segurança de um estado livre, o direito do povo de manter e portar armas não será violado.”

As previsões dos economistas apontam para que as restrições impostas para conter a propagação da pandemia de covid-19 levem a uma contração do crescimento em 2020, em todos os países afetados pela pandemia. O que faz com muitas pessoas, a maioria pertencente a  classe média  americana,  receiam que os habitantes das zonas mais pobres recorram a assaltos e violência perante um cenário de hecatombe económica.


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